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Investimentos

Endeavor Catalyst fecha fundo de US$ 320 milhões e vê o Brasil bem posicionado na onda da IA

Quinto fundo do braço de venture capital da Endeavor supera a meta, recebe o Itaú Ventures como cotista e mira startups que usam inteligência artificial para resolver problemas complexos fora dos grandes polos.

Redação Inova Simples4 min de leitura
Fundo da Endeavor Catalyst investe em startups de alto crescimento fora dos polos tradicionais de tecnologia
Fundo da Endeavor Catalyst investe em startups de alto crescimento fora dos polos tradicionais de tecnologia Imagem gerada por IA

A Endeavor Catalyst, braço de venture capital da organização de apoio ao empreendedorismo, anunciou em 7 de outubro o fechamento final de seu quinto fundo, com US$ 320 milhões. O valor superou a meta de US$ 300 milhões estimada no início de 2025, quando a captação começou, e é o maior veículo já levantado pela gestora. Com ele, a Catalyst passa a administrar mais de US$ 850 milhões em cinco fundos.

Um dos novos cotistas é o Itaú Ventures, unidade de corporate venture capital do Itaú Unibanco. Segundo o Startups, é o primeiro investimento da estratégia de fundo de fundos lançada pelo Itaú Ventures no início de 2026, pensada para acompanhar gestoras e mercados diferentes em vez de escolher startups diretamente.

Como o fundo investe

A Catalyst não lidera rodadas. Segundo o TechCrunch, para receber o cheque a empresa precisa antes entrar na rede da Endeavor, que no último ano avaliou mais de 10 mil candidatos e selecionou 88. Depois disso, ela se torna elegível quando levanta pelo menos US$ 5 milhões com um investidor institucional líder. A Catalyst entra nas mesmas condições, com cheques que costumam ficar entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões e não passam de 10% da rodada. Ao NeoFeed, a Endeavor citou cheques na casa de US$ 2 milhões, sempre acompanhando outros fundos.

O Fund V já fez 32 aportes em 30 empresas, entre elas Replit, Moove, Preply, Cashea, Respond.io, HappyRobot, Flash e Lunar Outpost. Até o fim de 2026, a gestora planeja investir mais US$ 25 milhões a US$ 30 milhões. A América Latina segue como principal região da Catalyst, mas a Europa acelerou: foram 12 aportes no primeiro semestre de 2026, contra 14 em todo o ano anterior, segundo o Startups.

O Brasil e a inteligência artificial

O Brasil abriga o maior escritório da Endeavor no mundo, e a Catalyst já fez 47 investimentos no país, em nomes como Wellhub e iFood. Ao NeoFeed, Maria Teresa Fornea, managing director da Endeavor Brasil, disse que o país reúne o que o fundo procura agora: problemas complexos e de grande escala que podem ser resolvidos por uma nova geração de aplicações de IA. Saúde, segurança, educação, serviços e setores muito regulados aparecem entre as áreas com potencial.

Fintech não perdeu a atratividade. O que acontece é que outras indústrias que estavam menos resolvidas se tornaram viáveis
Maria Teresa Fornea, managing director da Endeavor Brasil, ao NeoFeed

Para Fornea, a IA também muda a velocidade de crescimento: empresas mais leves conseguem buscar mercados globais mais cedo, o que reduz a concentração de risco em um único país. Somados os cinco fundos, até 22 de setembro a Catalyst havia investido em 437 empresas de 44 mercados, com 39 saídas.

O que isso significa para fundadores

O fundo não é porta de entrada para quem está começando: o dinheiro chega a empresas que já passaram pela seleção da Endeavor e já atraíram um investidor líder relevante. Para startups em estágio inicial, a mensagem está na tese. Há capital internacional disposto a apostar em empresas brasileiras que usam IA fora das fintechs, em setores difíceis e regulados, desde que mostrem ambição de escala global.

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