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Informação para o próximo passoquinta-feira, 8 de outubro de 2026
Na primeira semana de outubro, fintechs e plataformas reforçaram fundos de recebíveis para financiar capital de giro e expansão de PMEs, enquanto a Jeeves apostou em stablecoins para pagamentos empresariais.

Duas operações anunciadas na primeira semana de outubro mostram como o crédito para pequenos negócios tem chegado por fora dos bancos tradicionais. Em 5 de outubro, o Asaas, fintech de soluções financeiras para pequenas e médias empresas, informou ter captado R$ 300 milhões em uma nova rodada de seu terceiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, o FIDC. Dias antes, em 1º de outubro, o Wellhub ampliou em R$ 100 milhões o fundo que empresta a academias e estúdios parceiros. No mesmo dia, a Jeeves, fintech de pagamentos B2B com operação no Brasil, anunciou uma rodada de US$ 110 milhões.
Segundo o Finsiders Brasil, a rodada do Asaas reúne R$ 280 milhões em cotas seniores, distribuídas a investidores, e R$ 20 milhões em cotas subordinadas mantidas pela própria fintech. O dinheiro vai financiar a antecipação de recebíveis de cartão de crédito dos clientes. Em 2026, o Asaas já antecipou R$ 1,4 bilhão; desde o início da operação, foram R$ 3,9 bilhões. O programa de FIDCs começou em 2023, com R$ 50 milhões, e teve uma segunda operação de mais de R$ 100 milhões em agosto de 2025.
Quando a antecipação ganha força, ela vira uma ferramenta de gestão. Na prática, o cliente usa para equilibrar entradas e saídas, pagar fornecedores, recompor estoque e atravessar sazonalidades
A fintech soma mais de 300 mil clientes ativos e mira ultrapassar R$ 1 bilhão em receita neste ano e R$ 2 bilhões até 2027. Nos últimos meses, anunciou a compra da Helena CRM, de automação de vendas no WhatsApp, por R$ 150 milhões, e da Mutuus, de seguros digitais, e recebeu autorização do Banco Central para migrar de sociedade de crédito direto para financeira.
No Wellhub, o FIDC usa como garantia os recebíveis que cada academia gera na plataforma, e as parcelas são descontadas dos repasses pelos check-ins. Segundo o Startups, a primeira rodada, de R$ 100 milhões, atendeu mais de mil estabelecimentos, com tíquete médio de cerca de R$ 130 mil e prazo de até 30 meses, a maior parte para negócios de pequeno e médio porte. O novo fundo já nasce com um terço da base de parceiros com crédito pré-aprovado. A gestão é da Galapagos Capital, com a QI Tech na administração.
Os exemplos vão de R$ 180 mil para equipamentos em uma academia da Bahia a R$ 5 milhões para a expansão de três unidades no Rio de Janeiro. Segundo Daniel Mazini, líder de parcerias globais, quatro em cada cinco operações foram para academias que também trabalham com plataformas concorrentes. Ele reconhece que ainda não há medição consolidada do efeito do crédito sobre abertura de unidades ou receita.
A rodada da Jeeves foi liderada pela CoinFund, com participação de AllianceBernstein, Andreessen Horowitz, Coinbase Ventures, CRV, GIC, Global PayTech Ventures, ParaFi, Vista, Wintermute e Y Combinator. O valuation não foi divulgado. Segundo o Startups, o volume transacionado triplicou em um ano, para US$ 5 bilhões anualizados, e a receita quadruplicou em 14 meses. O volume liquidado em stablecoins chegou a US$ 1,5 bilhão anualizado, partindo de quase zero oito meses antes. O cartão corporativo em stablecoins passa de 25 para 35 países. A empresa opera em São Paulo desde 2024 e tem a XP entre os clientes.
Em abril, o CEO da Jeeves no Brasil, Gustavo Gorenstein, disse ao Startups que o país deve virar o maior mercado da empresa em pouco tempo, por ser o que mais cresce.
fintechsFIDCcrédito para PMEsstablecoins

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