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Informação para o próximo passoquarta-feira, 7 de outubro de 2026
Fundo de Crescimento Nacional da Coreia do Sul aprovou 800 bilhões de wons para a fabricante de chips de inferência, que fechou contrato para fornecer mais de 8.800 aceleradores a um data center em Estocolmo.
Continuação de FuriosaAI recusou oferta em 2025 e avançou com seu chip de inferência (24 de mar de 2025)

Quando recusou a proposta de compra da Meta, avaliada em US$ 800 milhões, em março de 2025, a sul-coreana FuriosaAI apostou que conseguiria crescer sozinha vendendo chips especializados em inferência de inteligência artificial. Em 2026, a aposta ganhou três sustentações concretas: dinheiro público e privado de grande porte na Coreia do Sul, clientes corporativos no próprio país e um contrato de fornecimento para um data center na Suécia.
O anúncio mais recente, noticiado em 5 de agosto pelo The Korea Herald, prevê que a empresa fornecerá mais de 8.800 aceleradores RNGD para um novo centro de dados de IA em Estocolmo. A entrega começa com 1.800 unidades. O projeto reúne a americana I/ONX HPC, responsável pela integração dos sistemas, e a desenvolvedora de data centers Velox, que vai construir e operar a instalação.
A estrutura em Estocolmo foi planejada para 15 megawatts. Segundo o jornal coreano, a primeira fase, de 2 MW, deve entrar em operação no início de 2027, com mais 8 MW adicionados ao longo daquele ano. A ideia é oferecer serviços de inferência a empresas e provedores de nuvem europeus num arranjo híbrido: os chips da FuriosaAI rodam modelos de linguagem já treinados, enquanto GPUs ficam com as tarefas de treinamento.
Power efficiency, total cost of ownership and sustainability have become key competitive factors for AI data centers.
Na tradução, o executivo afirma que eficiência energética, custo total de propriedade e sustentabilidade passaram a ser fatores decisivos de competição entre data centers de IA. É o argumento central da empresa desde o lançamento do RNGD: entregar inferência com menor consumo de energia do que as GPUs de uso geral.
Em janeiro, a Bloomberg informou que a FuriosaAI buscava levantar entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões numa rodada Série D, com Morgan Stanley e Mirae Asset Securities como assessores, e que avaliava abrir capital já em 2027. Até então, a empresa havia captado US$ 246 milhões, incluindo a Série C de julho de 2025.
O passo mais robusto veio em 28 de maio. O comitê de investimentos do Fundo de Crescimento Nacional sul-coreano aprovou um pacote de 800 bilhões de wons para a empresa, segundo a Comissão de Serviços Financeiros do país. Do total, 370 bilhões de wons saem como investimento direto do fundo voltado a indústrias estratégicas, e a parcela pública, de 400 bilhões, inclui 30 bilhões do Banco de Desenvolvimento da Coreia. Os outros 400 bilhões devem ser captados com investidores privados. O RNGD está em produção em massa desde janeiro, e o dinheiro vai ampliar essa capacidade e financiar a próxima geração de chips, de codinome Stork, projetada para o processo de 2 nanômetros e memórias HBM4 e HBM4E.
Em abril, a empresa anunciou um escritório europeu em Portugal. Em julho, o site The Register relatou a instalação dos aceleradores RNGD no data center LS2 da Equinix, em Lisboa, como porta de entrada no mercado europeu. Cada placa tem 48 GB de memória HBM3 e 512 teraflops em precisão FP8, e oito delas compõem o servidor NXT RNGD, de cerca de 3 kW. Segundo a publicação, a FuriosaAI também trabalha com a Broadcom na terceira geração de aceleradores.
No mercado doméstico, a Samsung SDS lançou em 20 de julho o primeiro serviço coreano de NPU sob demanda, baseado no RNGD. Os clientes podem contratar configurações de uma a oito placas pela plataforma de nuvem da Samsung, com os equipamentos instalados no data center de Dongtan.
Os números de eficiência citados pela empresa e pela imprensa vêm de comparações feitas pela própria fabricante e dependem do modelo de IA e da configuração usados. Ainda assim, a sequência de 2026 mostra uma mudança de estágio: a FuriosaAI deixou de ser apenas a startup que disse não à Meta e passou a disputar contratos de infraestrutura fora da Coreia.
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